Filosofia & Bolachas



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sábado, novembro 22, 2003
 
Estão publicados n'A Puta Da Subjectividade os meus pensamentos sobre o novo disco dos Outkast.


sexta-feira, novembro 21, 2003
 
Para quem quer escrever sobre música Pop em português, existem três becos sem saída que se deve evitar a qualquer custo, mas nos quais é muito fácil entrar-se:

1- O estilo académico: Neste, trata-se o novo single do 50 Cent como se fosse um poema do Cesário Verde; a escrita é, de facto, idêntica à crítica literária ou à crítica de música clássica; é crítica, mas não é Pop. Este método surge principalmente na imprensa "oficial" do país (uma vez mostrei e traduzi ao John uma velha recensão de "Baile No Bosque" dos Trovante escrita no "Público"; a sua resposta: "uhhh, is this like The Talking Heads or something?")

2- O estilo anglicista: Isto não se limita ao uso desenfreado de anglicismos; não, até o próprio estilo do texto, a sua estrutura, é efectivamente a de um texto inglês disfarçado de texto português. É Pop, mas não é português. Este método surge principalmente em textos publicados na 'net.

3- O elogio da frase-feita, desempenhado por aqueles que não possuem o talento e/ou nível de conhecimento necessários para fazer uso dos estilos #1 e 2, e por alguns que estão a procura de uma alternativa para esses mesmos dois estilos. É de certa maneira Pop, é neutro o suficiente para ser considerado português, mas é o pior de todos.

Todos os três manifestam-se nos meus textos com uma regularidade alarmante, por vezes todos numa só recensão. E todos eles são consequência do mesmo problema - o facto de a língua portuguesa ainda não ter desenvolvido um vocabulário Pop extenso o suficiente para encontrarmos as palavras certas para descrever de forma coerente o que se passa na MTV ou nas páginas do "NME". Existem progressos (a "Hip-Hop Nation", apesar de todas as suas falhas, é muito interessante na medida em que usa um vernáculo que é ao mesmo tempo totalmente português e totalmente Pop), mas continua a ser um desafio.

(É claro que vou comprar a "Escrítica Pop" quando sair outra vez, para ver se o único Deus da escrita pop portuguesa me pode ensinar mais uns truques. Nem é preciso sugerirem.)


quinta-feira, novembro 20, 2003
 
Sobre o alegado anti-americanismo de "Dogsville": os E.U.A. não são o único país em que existe o ideal da nobreza do povo - é só ler "Os Meus Amores" para constatar isto. A tese que o filme defende tem valor universal; a razão porque foram escolhidos arquétipos americanos deve-se, creio eu, ao facto de esses serem uma espécie de lingua franca simbólica para o mundo; se Trier tivesse usado os seus equivalentes dinamarqueses ou suecos, de certeza que as pessoas teriam mais dificuldades em entenderem o filme.


quarta-feira, novembro 19, 2003
 
Pode-se não gostar do arquetipo que o Hugh Grant representa, e pode-se desdenhar o tipo de filmes que normalmente empregam este tipo de personagem, mas será difícil dizer que Grant não é o melhor naquilo que faz. Neste filme, até evolui: já não é so o Homem Ideal, mas também o Político Ideal, um nobre primeiro-ministro que faz bater mais rápidos os corações de bretões e a anglófilos quando, com o charme que sempre exude e uma coragem provocada pelo Verdadeiro Amor (TM), faz frente ao tirânico e perverso presidente dos E.U.A., exclamando a alto tom a virtude da pátria de Shakespeare e etc. O governo de Blair (ou, como são referenciados no filme, "os outros") desvanece e voltamos a uma mítica era de virtude Inglesa, com justiça e igualdade (e amor) para todos.

Na barafunda que é "Love, Actually" (ou, como foi aborrecidamente traduzido nestas bandas, "O Amor Acontece"), será talvez esta a imagem que melhor capta o espírito de idealismo natalício que o filme tenta simbolizar. Aviso desde já que, sim, "O Amor Acontece" é uma "romantic comedy" com (quase) todos os lugares comuns que esta designação leva consigo e que quem não tem muita paciência para o lamechas de certeza que o não conseguirá aturar; aviso também que o filme é, como já disse, uma confusão, dentro da qual existem dezenas de histórias, algumas mais interessantes, algumas menos, e muitas que não são resolvidas da forma devida; aviso ainda aqueles que conhecem Richard Curtis pelos seus hilariantes guiões da série "Blackadder" de que o tipo de humor representado naquela série só surge em pouquíssimos momentos do filme, e que o Rowan Atkinson só desempenha um papel minusculo (se bem que a cena em que o faz mostra um Atkinson muito superior ao que o gajo tem feito nos últimos anos.) A maior qualidade do filme é a sua abertura para com o mundo, mas é uma abertura talvez um bocadinho desajeitada e certamente demasiado agarrada ao cliché para deixar de inovar instintos elitistas da minha parte.


terça-feira, novembro 18, 2003
 
Cada vez que vejo as imagens de início de "Yo! MTV Raps" sinto-me como se estivéssemos em 1992.