Filosofia & Bolachas



Abaixo com a cultura! Viva o Daniel!


Mandem-Me Mail, Sacanas!
ou então, falem comigo no AOLIM: DivineComedian42 Arquivos
(onde guardo os meus velhos posts)

Livros recentemente lidos:
"Fraeulein Else", Arthur Schnitzler
"The Complete Works Of Oscar Wilde" (em passo lento, em alternância com outras leituras)
"Sermões Escolhidos", Padre António Vieira
"Poesia Lírica", Luís De Camões
"Teatro De Gil Vincente"

Blogs (em língua Portugesa)
A Buzina Do Meu Carro É Ridícula
bisturi
Nocturno '76
bomba inteligente
Diário De Bordo-Inépcia
Filhos de Viriato
O Blog Da Papoila
deslizar no sonho
respirar o mesmo ar
doendes & duentes
sushi com colera
Cá & Lá
Contre Le Sexisme
Levante
Barnabé
Ginger Ale
Blog De Esquerda II

Blogs (em língua Iglesa)
If Then Else
Mental Fog Box
Hipster Detritus
Freezing To Death In The Nuclear Bunker
I Held Her In My Arms
radio free narnia
NYLPM
Sick & Tired Of Watching Shite

Publicações abençoadas com a minha escrita:
Hip-Hop Nation
A Puta Da Subjectividade
CultureDose

Links:
Fórum PTWeblogs
ILX
Seanbaby
X-Entertainment
I HATE MUSIC
Your Favourite Band Sucks
Robert Christgau
Inépcia This page is powered by Blogger. Isn't yours?

sábado, novembro 15, 2003
 
Devo admitir que tinha as minhas dúvidas quando fui ao lançamento de "Por Dentro Das Guerras" de Mário de Carvalho, ontem em Ponta Delgada. Afinal, outro livro de um jornalista sobre as suas experiências em guerras, inclusive a última no Iraque? Dá uma aura de imitação, e temo que esta aura possa vir a fazer com que este livro fique nas sombras do (com certeza muito merecido) sucesso do Carlos Fino.

O que seria uma pena. Ainda não o li, mas o autor já me convenceu de que vale a pena. Mário de Carvalho, "cameraman" (e por isso é claro menos habituado a falar em público, um pouco tímido até, o que acaba por ser imensamente refrescante) da CBS por mais de trinta anos, é um homem admirável; completamente desprovido de ego, mas muito perspicaz e (está entendido) com uma experiência de vida incrível. Falou de como a sua infância em S.Maria o preparou para o seu emprego (ensinando-o a subsistir contra situações adversas e a prestar atenção aos idosos); de como começou a sua carreira no caos político dos anos '70; das vantagens em descobrir a cultura e aprender a língua dos países para onde se é mandado; no terror da guerra civil; na coragem dos soldados, e nas maquinações do poder. Não teve problemas em criticar os Estados Unidos (perante o visível desconforto de algumas das pessoas presentes), mas também não hesitou em notar que, quando na última guerra os jornalistas foram acusados de quase combaterem ao lado dos americanos, isto devia-se simplesmente ao facto de Saddam Hussein não ter convidado nenhuns para estarem com as suas tropas - "eis a diferença entre uma ditadura e uma democracia".

Mais uma vez, o nome do livro é ”Por Dentro Das Guerras”; a editora é a Prime Books. Vão já comprar.


sexta-feira, novembro 14, 2003
 
Esteticamente, "Dogville" é um filme bastante bem conseguido - um bocadinho pesado nas metáforas, talvez (DOGville, entendem?), e há detalhes na primeira parte que ameaçam mergulhar o filme numa atmosfera pirosa, mas o filme consegue sem dúvida por em imagens a sua tese. Fascinantes (para quem não tem medo de arte "esquisita") a construção das "casas", realçando ao mesmo tempo a falta de privacidade da pequena aldeia e a artificialidade desta mesma situação (porque mesmo quando todos podem ver a verdade a mentira continua a existir.) E se a exploração do lado negro da América não é nada de novo (a influência de Lynch é bem visível), "Dogville" distingue-se a este nível por evitar anti-americanismos baratos e levar a história ao universal.

Também a tese em que o filme assenta está bem construída, se bem que eu pessoalmente não poderia discordar mais do seu conteúdo (é difícil discutir esta parte sem revelar demasiado sobre o filme - para quem já viu, posso explicar a minha posição assim: concordo com o discurso que o gangster faz no fim do filme, mas as conclusões que Grace tira desse mesmo discurso parecem-me, para constatar o óbvio, bárbaras. Mesmo aqui devo admitir que não posso acusar o filme de incoerência - o seu CODEX moral apenas não coincide com o meu.) Mas faz bem questionarmos de vez em quando as nossas crenças, mesmo quando a pessoa que nos leva a questioná-las é um maníaco como o Lars Von Trier. O filme é perturbante e repleto de ódio, está certo (várias cenas de violação, um grande teor de violência física e um gigantesco teor de violência psicológica - mas nada demasiado explícito em termos práticos), mas é o de forma focada e elegante.

Uma bomba de negativismo que vale bem a pena ver, e o filme que Oliver Stone quis fazer com "Natural Born Killers", mas não conseguiu (porquê? Porque Oliver Stone é um incompetente.)


quarta-feira, novembro 12, 2003
 
Top5: esta semana, uma edição especial para comemorar o melhor disco do ano do melhor grupo do mundo. Nota a todos que estejam a ler isto: comprem "Speakerboxx/The Love Below". Quero ouvir estes deliciosos sons a sairem de todos os carros, casas e discmans do mundo (mas já fico contente se for só em S.Miguel.)




YEAH!!!!!