Filosofia & Bolachas



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domingo, novembro 09, 2003
 
Como alguns de vocês sabem, a minha mãe é dona de um restaurante/pub.

Ora, quando eu andava na escola, por vezes passava a minha hora de intervalo lá - o lugar só abre à tarde, e por isso podia sem problemas passar o meu tempo sentado à mesa, bebendo uma coca-cola e lendo o NME (para me irritar) ou a Q (para me aborrecer.) A minha mãe encontrava-se normalmente no escritório no andar de cima, tratando da papelada. O meu pai por sua vez estaria sentado ao meu lado, bebendo um café.

De vez em quando entravam pessoas para tratar de negócios ou oferecer os seus serviços. Deste segundo grupo, lembro-me principalmente de um:

Estavamos nós nas posições já antes descritas, quando de repente entra um gigantesco brutamontes:

- Posso falar com o patrão? - pergunta ele, numa voz apressada e rouca.

Chamo a minha mãe, mas (como de resto é costume) ela não vem imediatamente, porque o telemóvel toca e há um problema qualquer do qual ela tem que tratar primeiro.*

Ficamos lá à espera, eu, o meu pai e ele. A situação, está claro, é um bocadinho desconfortável.

- Grande barba! - o homem diz para o meu pai, numa tentativa de comunicação.

O meu pai ri-se e confirma o facto.

Finalmente, a minha mãe chega e pergunta ao homem o que é que ele quer.

- Quer comprar ouro? - responde ele.

A minha mãe afirma a sua falta de interesse nesta proposta e o homem despede-se e vai embora.

Às vezes penso no que deve ter acontecido ao tipo.

* Nem sei como ela consegue, para dizer a verdade. Começo a entender os patrões tiranos, porque ser um patrão justo é um trabalho tão astronómico que em comparação o ódio que um mau patrão recebe dos seus empregados deve parecer uma coisinha de nada.


quarta-feira, novembro 05, 2003
 
Top5 da semana: o clássico dos Dexy's surpreendeu-me ontem na VH-1 e levou-me a tirar do baú um dos meus volumes de "Just Can't Get Enough - New Wave Hits Of The 80's", no qual encontrei duas canções que ouvia muito quando começou a guerra no Iraque: "The Lunatics Have Taken Over The Asylum" dos Fun Boy Three e "99 Luftballons". Infelizmente, a primeira dessas soa agora demasiado didáctica; por virtude do seu som Pop e das suas letras estúpidas (em alemão), a Nena acaba por se desenrascar muito melhor no que diz respeito à criação de uma canção de protesto; porque em vez de apontar o dedo transmite a sensação geral.

Para além disso: a canção mais dylanesca do Jorge Palma, o melhor slow groove que os MdG alguma vez produziram, e uma lembrança dos tempos em que o Rod Stewart ainda era fixe (isso foi muito antes de eu ter nascido, é claro.)


terça-feira, novembro 04, 2003
 
Boredom, boredooooooom....boredom.

-"Boredom", The Buzzcocks


segunda-feira, novembro 03, 2003
 
Esta manhã tive um sonho:

Tinha sido convidado para ir numa viagem com a miúda e uma amiga sua. Uma viagem pela Europa afora, pelo mundo afora talvez! Enquanto saía do comboio na estação do Rossio (como fomos de S.Miguel a Lisboa por comboio também não entendo), ponderava o facto de não ter trazido qualquer bagagem. Que se lixe! Precisava lá eu de mudar de roupa! Mas as miúdas é que eram capazes de não gostar disso...teria que telefonar à minha mãe e pedir-lhe para mandar uma mala com roupas.

- Quanto tempo é que vamos passar em Lisboa?

- Vamos estar aqui hoje e amanhã - a amiga respondeu

Não era tempo suficiente. De forma alguma. Não me conseguia sentir totalmente confortável no papel de aventureiro despreocupado, mas pronto, já estava habituado a sentir-me desconfortável com tudo e nada. Back on the road again.