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quinta-feira, setembro 25, 2003
 
Sempre pensei que era fã dos Dandy Warhols. Gostava dos singles, gostava do seu look, gostava do facto de serem pretensiosos o suficiente para fazerem uma canção chamada "Mohammed" e seguirem-na com uma canção chamada "Nietzsche". Quando estava para haver o concerto no Porto o ano passado (depois do boom do "Bohemian Like You"), comprei os discos todos, para decorar as canções (das quais tinha a certeza de que iria gostar) a tempo de ir ao concerto.

Mas o concerto foi cancelado, e a obra discográfica dos Dandy Warhols, tal como tantos outros discos, ficou nas minhas prateleiras sem alguma vez ter recebido uma audição séria. Foi só recentemente que finalmente tive tempo para os ouvir e para constatar, com um certo grau de surpresa, que eu não gosto dos Dandy Warhols.

O primeiro disco, apesar de muitas falhas, tem um certo charme - fornece o retrato de um bando de adolescentes a divertirem-se, a fazerem o que lhes dá na cabeça, a sentirem-se dez mil vezes mais fixes do que realmente são e a consumirem quantidades milagrosas de alcóol. A imagem na contracapa, com o grupo a beber vinho num sofá numa auto-estrada, diz tudo.

Os discos seguintes têm algumas boas canções, mas o som torna-se cada vez mais vazio e bombástico, enquanto que a estrutura sofre por causa dum pecado que já no primeiro disco é evidente - os Dandy Warhols são acima de tudo preguiçosos. Sabem que têm talento, sabem que têm cool, e ficam-se por ali, não desenvolvem o seu potencial. Em vez disso temos uma quantidade horrível de jam sessions e de fúteis canções de drone rock, como se os Dandy Warhols fossem os Spacemen 3 ou algo do género. Também deveras irritante é o vocalista Courtney Taylor-Taylor (sim, Taylor-Taylor!), cujo estilo convencido, tentativas de imitar o Beck e o Lou Reed (ao menos no primeiro disco eram honestas) e falta de respeito por todo o tipo de música, do gospel à country, combinam para fazer dele uma personagem extremamente detestável. Não me entendam mal, eu tenho uma grande tolerância para com a vaidade (de que outra forma seria capaz de aturar o Neil Hannon, o Damon Albarn e o Justin Timberlake?), mas há um certo equilíbrio a atingir. Não é preciso ser-se o maior para poder gritar "eu sou o maior!!!", mas é preciso pelo menos ser-se bom, ok?

Resta ainda ouvir o novo, "Welcome To The Monkey House", que pelo que sei é uma mudança radical de estilo. Palavra de Deus, espero que seja um bom disco, quero gostar dessa banda, mas eles não ajudam mesmo nada.


quarta-feira, setembro 24, 2003
 
O Vaticano quer acabar com o cantar, com as palmas e com as mulheres.

Eu, pelo contrário, exijo que na minha presença haja mais cantigas, mais palmas e mais mulheres.

Está portanto provado sem qualquer margem de dúvida que eu sou melhor do que o Vaticano. O que já não é novidade, mas pronto.


 
Hoje ao acordar notei num papel, colado com fita cola à parede encostada à minha cama, e no qual se pode ler o seguinte:

"I don't know what you heard about me
Da da da da da da di di di di di
Di di di di di di di di di di di di di
I'm a motherfucking P.I.M.P."
-Lord Byron


Não me lembro de ter escrito, mas é sem dúvida a minha letra.

Como já devem ter percebido, a noite de ontem foi bastante divertida.