Filosofia & Bolachas



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domingo, setembro 14, 2003
 
Desculpem a falta de posts nos últimos tempos - a minha vida pessoal tem sido um tanto atarefada. Sai da casa dos meus pais para ir viver numa casa de três andares em Ponta Delgada (!) com o John (!!) que agora está a trabalhar para a minha mãe (!!!) Enquanto isso, tento adaptar-me à vida de adulto, tomando conta dos trabalhos domésticos e esperando pelo telefonema a ver se fui aceite pelo conservatório de música. A vinda para Ponta Delgada é, no geral, uma boa coisa, visto que estou agora mais perto do "centro" da vida açoriana e tenho mais possibilidades de ter uma vida social...no entanto, a nossa nova casa ainda não tem internet, facto que irá ser remediado nos próximos dias, por isso aguentem ai.

Não posso escrever muito agora, mas seria um pecado se o Filosofia & Bolachas não registrasse a tristeza causada por duas mortes ocorridas nos últimos dias:

Quando estive em Hamburgo este ano, vi na televisão uma repetição de um talk show dos anos '70 que tinha como convidada, entre outras pessoas, a Leni Riefenstahl. Arrepiante ver essa mulher lutar com o seu passado, sentido-se ameaçada por tudo e por todos. Os argumentos que a cineasta responsável pela obra-prima de propaganda nazi "Der Triumph Des Willens" dava para justificar a sua colaboração com o regime podiam não ser completamente convincentes, mas eram recheados de um nível de desespero que não podia deixar de afectar. Durante o programa Riefenstahl nunca parou de realçar que muitas pessoas que viveram na Alemanha durante o reino de Hitler pouco ou nada sabiam dos campos de concentração ou das muitas outras atrocidades cometidas pelos nazis. A questão sobre se a ignorância ou a apátia são desculpas adequadas numa situação destas é uma pergunta que irá, creio eu, amendontrar a Alemanha por muitos mais anos, talvez até a última testemunha morrer - de qualquer forma, não me cabe a mim responder. Apenas espero que Riefenstahl, uma grande artista cuja carreira se teve que desenrolar numa época extremamente complicada, tenha encontrado finalmente algum tipo de paz.

Quanto ao Johnny Cash, nada há a dizer que não tenha sido dito antes e por melhores escritores do que eu. Deixo-vos portanto com algumas palavras do próprio homem:

Well, you wonder why I always dress in black,
Why you never see bright colors on my back,
And why does my appearance seem to have a somber tone.
Well, there's a reason for the things that I have on.

I wear the black for the poor and the beaten down,
Livin' in the hopeless, hungry side of town,
I wear it for the prisoner who has long paid for his crime,
But is there because he's a victim of the times.

I wear the black for those who never read,
Or listened to the words that Jesus said,
About the road to happiness through love and charity,
Why, you'd think He's talking straight to you and me.

Well, we're doin' mighty fine, I do suppose,
In our streak of lightnin' cars and fancy clothes,
But just so we're reminded of the ones who are held back,
Up front there ought 'a be a Man In Black.

I wear it for the sick and lonely old,
For the reckless ones whose bad trip left them cold,
I wear the black in mournin' for the lives that could have been,
Each week we lose a hundred fine young men.

And, I wear it for the thousands who have died,
Believen' that the Lord was on their side,
I wear it for another hundred thousand who have died,
Believen' that we all were on their side.

Well, there's things that never will be right I know,
And things need changin' everywhere you go,
But 'til we start to make a move to make a few things right,
You'll never see me wear a suit of white.

Ah, I'd love to wear a rainbow every day,
And tell the world that everything's OK,
But I'll try to carry off a little darkness on my back,
'Till things are brighter, I'm the Man In Black.