Filosofia & Bolachas



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sábado, maio 17, 2003
 
Este é o melhor site que alguma vez foi feito...não, vou até mais longe, este site é a própria razão da existência da internet!

Your All Gay


 
Hoje ouví (de forma passageira, trivial, e por isto não está na barra, onde apenas se encontram os álbuns com os quais eu realmente passei algum tempo) o "Blood On The Tracks". Num disco a abarrotar de frases citáveis, acho que (re)descobrí a melhor delas todas:

"She was born in Spain/but I....was born too late"

E ainda dizem que o Bob Dylan não merece o título de poeta!


quinta-feira, maio 15, 2003
 
Ah sim, e como se fosse preciso dizer...



PUNK AS FUCK!!!


 
Existirá canção mais bonita e simpática do que "No Glamour For Willi" dos Television? Ainda não ouvi mais nada do seu auto-titulado álbum de regresso de 1992, "Television", mas a julgar por este registo deve ser um disco bastante subestimado.

"No Glamour For Willi"
Dos Television/escrito por Tom Verlaine
(traduzido por Daniel S. Reifferscheid)

Willi disse-me: "Pode-se dizer que tenho alguns desejos
Às vezes apetece deixar isto tudo e fugir
Não me entendas mal, querido, acho que este mundo é magnífico
Mas certas coisas simplesmente não são justas"

Nada de elegâncias para a Willi, ela diz que ´tá se bem
Não é o jeito dela, não é a sua linha
Nada de elegâncias para a Willi, ela diz que até é giro
Ela é tão gira, tão gira, tão gira

Penso em trazer-lhe algo fixe
Ela diz "Não gastes o teu dinheiro nessas tretas, não sejas parvo
As minhas preferências são mais estilo loja dos cinquenta
Um trevo de quatro folhas seria giro..."

Nada de elegâncias para a Willi, ela diz que ´tá se bem
Não é o jeito dela, não é a sua linha
Nada de elegâncias para a Willi, ela diz que até é giro
Ela é tão gira, tão gira, tão gira

Willi, sê a minha amante



 
Eu já mencionei o quanto eu adoro o Inépcia? Vá lá, às vezes lembra-me demasiado o The Onion (se bem que o legado desse é tão gigantesco que provavelmente todas as publicações satíricas nas próximas décadas terão de viver sob a sua sombra), mas toques de génio como este explicam bem o porquê deste ser o único site (para além do F&B, of course) que alguma vez publicitei perante os meus amigos da "vida real".


quarta-feira, maio 14, 2003
 
Se existe algo mais irritante do que beatos agressivos, são de certeza os hereges convencidos.

Atingiu-me nos últimos dias uma mini-gripe (um SARS júnior, se assim o querem), a qual atingiu o seu apogeu ontem: não pude ir à escola (o que, acreditem ou não, nos tempos que correm para mim é mau- agora que a escola está a acabar, até começo a gostar dela...), a minha mente estava demasiado desorientada para leituras, os meus ouvidos demasiado sensíveis para música, pelo que só me restou a televisão.

Passaram os novos clips (alguêm usa realmente o termo “teledisco”?) do Maryiln Manson e da Madonna. O Maryiln é hoje uma instituição, e tal como muitas outras, ninguém sabe bem para que é que é suposto servir. À mim, que sempre defendi-lo como comentador social (como músico é indefensível), custa-me ver o gajo a regurgitar enfadonhamente os seus agora aborrecidos e irrelevantes temas. A Madonna, por outro lado, é inteligente o suficiente para saber que já não consegue chocar ninguém (ponto positivo), e por isso agora deu-se em ser cantora de intervenção (ponto negativo.) “American Life” é sobre como todos damos demasiado foco às questões materiais e como nada é o que parece e mais meia dúzia de banalidades tão pérfidas que por contraste até as letras dos Coldplay parecem Kant.

Mais tarde, ví o Cabaret Da Coxa, que antes era irritante e agora é apenas triste. Há algo deveras deprimente em ver o coitado do Rui Unas tropeçar por cima das suas piadas secas e das suas vãs tentativas de estabelecer qualquer espécie de diálogo, como um rapazinho perdido no supermercado; tambêm o público já não se consegue entusiasmar, dando apenas moles risadinhas cada vez que alguém diz “carralho”. Como primeiro convidado teve um jovem artista que acabou de descobrir o alucinante mundo da recontextualização, e agora anda metido a fazer peças que têm por exemplo o menino Jesús com os pais com cabeça de cavalo e vaca. Não percebe nada de correntes estilísticas, diz ele, e também não é obrigado a perceber, mas se percebesse, saberia que o que ele está para ali a fazer já existe há décadas (séculos, até?), e que portanto as suas queixas de Portugal ser um país tão atrasado nas mentalidades são profundamente irónicas, e profundamente trágicas.