Filosofia & Bolachas



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domingo, fevereiro 23, 2003
 
Ah sim, o novo albúm dos Massive Attack. Bem. Hmmm. A minha primeira impressão é esta: um bocadinho claustrofóbico demais, e ao mesmo tempo tambêm demasiado empenhado em agradar aos fãs. Faltam canções ao nível de um "Teardrop" ou um "Unfinished Sympathy". Mas ainda resta um bocadinho da velha magia.


 
Não se pode bem acusar Chicago de ser um filme imoral; será mais certo dizer que a noção de "moral" simplesmente não existe no universo criado por essa película. O estilo dos musicals sempre foi feito de maneirismos; a diferença é que clássicos como Singin' In The Rain teêm um núcleo de bondade, de doçura- o que não é o caso com Chicago, um filme que combina a idea de Chaplin de que o espectáculo não têm significado próprio e a idea de Shakespeare de que todo o mundo é apenas um palco de uma forma bastante perigosa. Nenhuma das personagens principais suscitam em nós quaisquers sentimentos amistosos, nem é suposto suscitarem.

Tendo dito isto, aqueles que se contentam apenas com estética terão grandes prazeres à sua espera neste filme- Richard Gere canta e dança incrívelmente bem (o que não admira; é provavelmente o único dos actores principais que se ainda lembra da era dourada dos musicals, e o espírito de lendas como Gene Kelly e Fred Astaire está bem presente no seu desempenho); Renée Zellweger faz o papel de femme fatale semi-psicopática extremamente bem, e Catherine Zeta-Jones faz o que pode com o seu papel unidimensional.

Mas nisto tudo, o que me agradou mais foi o pequeno papel desempenhado pela angélica Ekaterina Schelkanova , que faz a parte de uma Hungára condenada à morte com um sentido de drama e dor dignas de uma tragédia Grega; é a única parte humana do filme. É que pessoalmente, eu ainda prefiro a humanidade ao espectáculo.


sábado, fevereiro 22, 2003
 
Novidades no blog: listas de discos e livros recentemente consumidos, bem como uma lista de blogs e outros sites de interesse (primariamente musicais.) Com a excepção da Sic Radical (que, antes que me entendam mal, faz muita coisa estúpida, mas a forma como apoia o Hip-Hop Português, bem como a transmissão de séries estrangeiras de grande qualidade como South Park, Bush Amigo e Médicos E Estágiarios,dá lhe a minha benção), é tudo em Inglês. Sorry.


sexta-feira, fevereiro 21, 2003
 
EU (observando que MIÚDA ANÓNIMA está desenhando flores e estrelas na sua mesa) - Hippie!
MIÚDA ANÓNIMA- Com muito gosto
EU- Isso são estrelas?
ELA- Sim.
EU- E isso, o que é?
ELA- Tambêm é uma estrela.
EU- Mas é maior do que a lua!
ELA- Ela não se importa.
EU- Tu és tão miúda, pá!
ELA- Talvez sim, talvez não.
EU- Ah, e agora tambêm és misteriosa!
ELA- Pois...

Eu adoro as aulas de Francês


 
Hahaha, 16,6 no meu teste de psicologia! Engulam o meu pó, falhados!!

Não é o meu costume ver O Elo Mais Fraco- não sou uma pessoa particularmente sádica, e visto que ainda ando na escola, tambêm não tenho essa nostalgia de ver pessoas serem insultadas sem grande possibilidade de se defenderem que a maioria dos espectadores desse progama parece ter. Mas desta vez assisti, devido ao facto de ter sido um "especial músicos" que contou com a presença da encantadora Sofia Lisboa, vocalista dos Silence 4. A Sofia fez uma boa figura, respondeu certo a todas as questôes que lhe foram postas menos uma, e foi expulsa da ronda sem qualquer motivo (a não ser o machismo- possivelmente irónico, como se isso fosse desculpa- dos outros participantes.) Uma pena.

Ah, e ela tambêm disse que os Silence 4 de momento estão a descansar. Hmph. O último albúm já foi há mais de dois anos, e eu preciso de uma nova prova de que aquele que foi por muito tempo o meu grupo Português favorito é mais do que apenas só uma moda ultrapassada. Preferivelmente com menos melancolia do que no último albúm- Only Pain Is Real ficou perto demais de ser uma sátira de si mesmo para o meu gosto. Ah bem, há sempre o LittleBoyWorld


quinta-feira, fevereiro 20, 2003
 
Coisas que eu odeio, exemplar #26556- quando políticos respondem à jornalistas usando o seu nome próprio. O último exemplo disso ocorreu no Telejornal de hoje, no qual Paulo Portas, numa patética tentativa de parecer simpático, tratou o apresentador por "José Rodrigo Dos Santos". Não está a enganar ninguêm, Sr.Portas: todos sabemos que o senhor é um rôbo assasino que come bébés ao pequeno-almoço, e não é por fazer-se amigo de um apresentador de telejornal que vamos esquecer isto.

(Não, não tenho nada a dizer contra as estratégias definidas pelo ministro da defesa na entevista que mencionei acima; sim, eu sei que é idiótico focar em detalhes desses nos tempos que correm. Não, não tenho provas de que o Paulo Portas come bébés ao pequeno-almoço; talvez os coma ao jantar.)


terça-feira, fevereiro 18, 2003
 
A versão do "Paint It, Black" da Vanessa Carlton é uma vergonha para a história da gravação sonora, eu eu digo isto como alguêm que até gostou de "A Thousand Miles". É certo que as letras dessa canção são horrorosas ("if I could fall into the sky/do you think time would pass us by"1??? O que é que ela esteve fumando??), mas, bem, nem todos podemos ser poetas: o desempenho vocal da Vanessa utiliza a teoria de que fingir ter uma dor de estômago faz a voz parecer mais sexy melhor do que a Michelle Branch, e o arranjo tem toda a beleza (e falta de profundidade) do Elton John quando ele ainda era bom (há 5000 anos atrás, mais ou menos.) No fim, já não sou cínico o suficiente para odiar alguêm por ser excessivamente inocente ou entusiastico; mesmo a ambição de Carlton, certamente uma característica negativa, é um defeito facilmente perdoável.

Mas uma versão de "Paint It, Black"? A simpática e simples (e, sejamos honestos, tambêm um pouco estúpida) Vanessa a tentar interpretar o maior momento de insânia do Mick Jagger, o lugar mais escuro na história do Rock, a canção que mais do que qualquer outra consegue incarnar o lado negro da adolscência, um monstro musical que, mesmo criado há décadas atrás, ainda consegue engolir o mundo como um buraco negro cada vez que é tocado? Uma mortal idiota com pretensões á Elfa a tentar usar a força do equivalente musical de um Sauron? É claro que não ia correr bem. A sua versão troca a psícose assasina do original por algo que se pode definir melhor como sendo uma entrada num diário da Barbie depois do Ken a ter deixado. A letra "I see the girls walk by, dressed in their Summer clothes/I have to turn my head until my darkness goes"2 já não representa a frustração sexual e existêncial de um ser humano á beira do abismo, mas sim a arrogância de uma menina-bonita que se acha mais "profunda" do que os outros. Ah, obviamente a influência Oriental já não é realçada- afinal de contas, não vamos tentar que a rádio toque algo que tenha dessas influências nos tempos que correm!

Eu sei, eu sei- é estúpido sequer mencionar isto; qualquer pessoa com um mínimo nível de inteligência bem sabe que já a própria idea desta canção é tão má que o melhor será nunca tentar descobrir a sua realidade. Mas digam isto aos programadores de rádio da minha escola.

1- "se eu pudesse caír no ceu/achas que o tempo iria passar-nós?"
2- "Vejo as míudas a passarem vestidas de roupas de Verão/tenho que virar a minha cabeça até que a minha escuridão passe"